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		<title>Desafio no Bronx</title>
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		<pubDate>Fri, 30 May 2008 19:09:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blogcinemateque</dc:creator>
				<category><![CDATA[Luciano Lima]]></category>

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		<description><![CDATA[A estréia de Robert de Niro como diretor ganha pela simplicidade da história contada. Recheado de aspectos que fizeram do bairro novaiorquino bastante conhecido pela violência e domínio de mafiosos, o longa tem como base a vida de um garoto e seu amadurecimento perante as situações do lugar. Calogero (Francis Capra) é uma criança que, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogcinemateque.wordpress.com&amp;blog=2673000&amp;post=82&amp;subd=blogcinemateque&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p>A estréia de Robert de Niro como diretor ganha pela simplicidade da história contada. Recheado de aspectos que fizeram do bairro novaiorquino bastante conhecido pela violência e domínio de mafiosos, o longa tem como base a vida de um garoto e seu amadurecimento perante as situações do lugar.</p>
<p>Calogero (Francis Capra) é uma criança que, como qualquer outra, se impressiona pelo poder. É exatamente o que Sonny (Chazz Palminteri) representa com tantas pessoas prontas para obedecer à sua volta. A aproximação entre os dois acontece após um assassinato do qual Calogero é testemunha e Sonny culpado, mas o garoto decide não entregá-lo a polícia, o que gera uma espécie de admiração inicial do mafioso pelo garoto. Toda essa aproximação é extremamente hostilizada por Lorenzo (Robert De Niro), pai do garoto.</p>
<p>O roteiro é baseado na peça de mesmo nome, escrita por Chazz Palminteri, e capta muito bem a época em que grupos criminosos dominavam a periferia das grandes cidades com punhos de ferro e uma pitada de estilo. Palminteri tem uma visão bastante objetiva sobre como as companhias e até mesmo o próprio bairro influenciam nas mudanças de percepção de Calogero usando o personagem para servir de espelho para vários temas como más companhias e o preconceito irracional da época.</p>
<p>Enquanto isso De Niro opta por seguir um grau de direção mais seco, dando espaço para que as atuações e situações falem por si. Ele próprio, como de costume, oferece uma interpretação intensa de um pai de família incapaz de competir com a riqueza e o poder de Sonny, sendo obrigado a dividir a educação do filho com um fora da lei. Na verdade Lorenzo também se passa como preconceituoso sempre pronto a julgar o mafioso independente do que tenha feito.</p>
<p>Desafio no Bronx é um filme que consegue, através da simplicidade que habita em seus relatos, reunir pontos importantes na formação do caráter: experiências (erros e acertos), julgamentos e consciência.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/blogcinemateque.wordpress.com/82/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/blogcinemateque.wordpress.com/82/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/blogcinemateque.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/blogcinemateque.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/blogcinemateque.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/blogcinemateque.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/blogcinemateque.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/blogcinemateque.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/blogcinemateque.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/blogcinemateque.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/blogcinemateque.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/blogcinemateque.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/blogcinemateque.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/blogcinemateque.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/blogcinemateque.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/blogcinemateque.wordpress.com/82/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogcinemateque.wordpress.com&amp;blog=2673000&amp;post=82&amp;subd=blogcinemateque&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Crash – No Limite</title>
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		<pubDate>Fri, 30 May 2008 19:05:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blogcinemateque</dc:creator>
				<category><![CDATA[Kamila Azevedo]]></category>

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<p>“Crash – No Limite”, filme que marca a estréia do roteirista Paul Haggis na direção, é mais uma obra que trata sobre a intolerância que é um elemento tão forte dentro de várias sociedades. No longa, vemos como o caminho de pessoas das mais variadas classes sociais e origens étnicas acabam se cruzando no curso de dois dias na cidade de Los Angeles. São eles: Jean (Sandra Bullock), uma dona-de-casa, e o seu marido procurador de justiça (Brendan Fraser); um persa (Shaun Toub) dono de uma loja de conveniência, sua esposa e a filha médica; dois detetives de polícia (Don Cheadle e Jennifer Esposito) que também são amantes; Cam (Terrence Howard), um diretor de televisão, e sua esposa (Thandie Newton); dois ladrões de automóveis (o rapper Chris “Ludacris” Bridges e Larenz Tate); um chaveiro (Michael Peña) e sua filha; dois policiais (o indicado ao Oscar Matt Dillon e Ryan Phillippe); dentre tantos outros.</p>
<p>O filme mostra o encontro de todos estes personagens de duas maneiras completamente distintas. Num primeiro momento, o que eles terão em comum é o fato de que todos encaram a vida de acordo com noções pré-concebidas, as quais estão ligadas aos estereótipos e às generalizações. Eles pecam pela omissão e por seguirem aquilo que é considerado como politicamente correto. Num segundo momento, “Crash – No Limite” retoma um pensamento expresso por Graham, personagem de Don Cheadle, no início do filme. De acordo com o detetive, Los Angeles é uma cidade que mantém seus habitantes atrás de um pedaço de metal ou de vidro. Por causa disso, as pessoas começam a sentir falta do toque e de esbarrar umas nas outras. Na medida em que os personagens de “Crash – No Limite” se colidem e passam por aquelas experiências que irão definir toda uma existência, eles acabam – de uma forma ou de outra – tomando uma posição diante da insignificância de suas vidas ou daquilo que eles acreditam.</p>
<p>É justamente por causa disso que muitos acusam o trabalho de Paul Haggis (que co-escreveu o roteiro do longa ao lado de Bobby Moresco) de hipócrita e manipulador. Mas, a verdade é que “Crash – No Limite” é um filme que incomoda e que, principalmente, acaba fazendo um retrato fiel da sociedade norte-americana, que, após os atentados de 11 de Setembro, ficou ainda mais paranóica, mais insegura e mais desconfiada em relação ao outro. É bom também ficar atento ao final de “Crash – No Limite”. A cena nos mostra que a mudança é um ciclo ininterrupto. Enquanto uns se modificam, outros ainda precisam se colidir uns com os outros.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/blogcinemateque.wordpress.com/81/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/blogcinemateque.wordpress.com/81/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/blogcinemateque.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/blogcinemateque.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/blogcinemateque.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/blogcinemateque.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/blogcinemateque.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/blogcinemateque.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/blogcinemateque.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/blogcinemateque.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/blogcinemateque.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/blogcinemateque.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/blogcinemateque.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/blogcinemateque.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/blogcinemateque.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/blogcinemateque.wordpress.com/81/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogcinemateque.wordpress.com&amp;blog=2673000&amp;post=81&amp;subd=blogcinemateque&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Awake &#8211; A Vida Por Um Fio</title>
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		<pubDate>Fri, 30 May 2008 19:03:17 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Robson Saldanha]]></category>

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		<description><![CDATA[Não consegui ver críticas que pudessem enaltecer um pouco do filme em questão. Todos a bombardearam, alarmaram o fato (verdadeiro, por sinal) de não haver ligação importante entre as explicações iniciais do filme (sobre existirem pacientes que ficam acordados e imóveis durante a cirurgia) com a história que se desenrola. Eu sei e tenho que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogcinemateque.wordpress.com&amp;blog=2673000&amp;post=80&amp;subd=blogcinemateque&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p>Não consegui ver críticas que pudessem enaltecer um pouco do filme em questão. Todos a bombardearam, alarmaram o fato (verdadeiro, por sinal) de não haver ligação importante entre as explicações iniciais do filme (sobre existirem pacientes que ficam acordados e imóveis durante a cirurgia) com a história que se desenrola. Eu sei e tenho que concordar que isso não foi importante pra o objetivo central da história, no entanto, é um bom enredo, com uma temática que atrai a muitos. E tem um desfecho muito interessante.</p>
<p>Hayden Christensen (Jumper) é Clayton Beresford, um bilionário aos vinte e dois anos de idade que vive sobre as ‘asas’ da mãe Lilith (Lena Olin &#8211; Casanova) que tenta protegê-lo de todas as maneiras. Aquele conhece Sam Lockwood (Jessica Alba – O Olho do Mal) e se apaixona por ela, casando-se contra o desejo da mãe. Ele também tem um serio problema de coração e precisa fazer um transplante o mais rápido possível. É nesse transplante que ocorre o fato dele está consciente durante a cirurgia e que se passa o clímax do filme.</p>
<p>Tenho que concordar com o fato de que Hayden ainda tem muito, mas muito mesmo, a aprender como ator. Ele precisa amadurecer ter mais emoção. Isso atrapalhou um pouco o filme, mas também acredito que ele esteja um pouco melhor do que em Jumper (2008). Quanto a Jessica Alba, não devemos exigir tanto, é de se notar que ela nunca teve excelentes atuações, talvez ainda não seja esse o seu momento.</p>
<p>O que acontece é que o diretor e roteirista estreante Joby Harold pecou no quesito ordem das coisas. Não soube explorar direito ou uma ou outra coisa. Calma, vou ser mais claro. Ele não soube explorar mais a super armadilha que o protagonista tava sendo vítima e também acabou por não explorar o fato de haver tantas pessoas que ficam conscientes durante uma cirurgia, o que também é um fato curioso, pra todos nós. Pela boa intenção do filme e pela desenvoltura da história que chega a surpreender, gostei do resultado final. Apesar de saber que poucos concordarão comigo!</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/blogcinemateque.wordpress.com/80/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/blogcinemateque.wordpress.com/80/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/blogcinemateque.wordpress.com/80/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/blogcinemateque.wordpress.com/80/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/blogcinemateque.wordpress.com/80/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/blogcinemateque.wordpress.com/80/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/blogcinemateque.wordpress.com/80/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/blogcinemateque.wordpress.com/80/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/blogcinemateque.wordpress.com/80/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/blogcinemateque.wordpress.com/80/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/blogcinemateque.wordpress.com/80/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/blogcinemateque.wordpress.com/80/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/blogcinemateque.wordpress.com/80/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/blogcinemateque.wordpress.com/80/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/blogcinemateque.wordpress.com/80/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/blogcinemateque.wordpress.com/80/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogcinemateque.wordpress.com&amp;blog=2673000&amp;post=80&amp;subd=blogcinemateque&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>12 Homens e uma Sentença</title>
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		<pubDate>Fri, 30 May 2008 18:53:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blogcinemateque</dc:creator>
				<category><![CDATA[Wally Soares]]></category>

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		<description><![CDATA[O ambiente é um só. Os personagens principais são doze. E a tensão vem não de corridas alucinantes, lutas agilizadas e explosões, mas de diálogos. A força do filme que marca a impressionante estréia de Lumet nos cinemas é uma que vem sendo erradicada cada vez mais no cinema contemporâneo, cuja tensão vem mesmo apenas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogcinemateque.wordpress.com&amp;blog=2673000&amp;post=79&amp;subd=blogcinemateque&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" style="border:0;margin:3px;" src="http://i268.photobucket.com/albums/jj30/Cinemateque/12homens.jpg" alt="" width="400" height="120" /></p>
<p>O ambiente é um só. Os personagens principais são doze. E a tensão vem não de corridas alucinantes, lutas agilizadas e explosões, mas de diálogos. A força do filme que marca a impressionante estréia de Lumet nos cinemas é uma que vem sendo erradicada cada vez mais no cinema contemporâneo, cuja tensão vem mesmo apenas da ação. Era uma vez onde o motriz de um filme se relacionava ao estímulo intelectual, proporcionado por debates, diálogos e personagens multidimensionais, cuja ambigüidade e autenticidade impressionavam e – mais importante – fascinavam a audiência. Nesse filme, temos doze personagens espetacularmente reais e verossímeis, cujas atitudes despertam interesse e diálogos despertam o envolvimento. Por isso, não é de se estranhar que, em menos 30 minutos de filme, já estamos presos, interessados e completamente movidos pelo dilema principal. Quando bate uma hora de filme, estamos exasperados. O desafio moral e psicológico do roteirista genial Reginald Rose é um sensacional, que ganha intensidade nas mãos de Lumet, que carrega seu filme com atmosfera e sempre soando autêntico.</p>
<p>Outro motriz e uma grande virtude do filme é seu elenco. Difícil escolher qual representa mais brilhantismo. De Henry Fonda soberbo à Lee J. Cobb, os doze demonstram capacidade acima do comum. Estão soberbos. A tensão muitas vezes bem deles. Da ambigüidade de uns e da ignorância de outros. Certos momentos do filme o deixam morto de vontade de socar alguém, e outros simplesmente o deixam roendo as unhas ou soando frio. Uma especialidade de Lumet, que mais a frente de sua carreira iria tocar em feridas como em Rede de Intrigas. Seu filme é intensamente relevante, no sentido de não só retratar de uma forma estupenda todas as fraturas do homem e seus pontos fracos, mas ao realizar uma profunda análise de como o sistema judiciário é falho e ultrajante. Culpa da ignorância humana? Talvez.</p>
<p>Lumet não oferece respostas. Seu filme é um turbilhão de questionamentos, que tocam profundamente e mechem com sua cabeça. Dos quase cem minutos de filme, apenas três não se encontram na sala do Júri, que toma o resto do filme. Por isso, o clima de claustrofobia é essencial. Lumet vai deixando seu cenário cada vez menor com sua câmera, como se o ambiente fosse ficando mais enxuto. De repente, doze pessoas é demais para caber naquela pequena sala. Eles começam a soar, nós também. Explico: o filme começa a com uma visão ampla da sala. A distância entre os personagens é perceptível e grande. Mas logo a câmera desce e fica alinhada com os personagens em tamanhos reais. Culminando em um ponto onde foca apenas olhares e facetas. Genial! Mas o mais incrível no filme é a satisfação ao final. Dificilmente encontramos finais assim em histórias como essa, mas a intenção de Lumet é exatamente desmascarar essa palhaçada, e mostrar como deve ser feito. Por isso, é extremamente prazeroso vermos um dos personagens – depois de um comentário extremamente preconceituoso acerca dos pobres – ser mandado sentar e calar a boca. Resultado: ele nunca mais a abre pelo resto do filme. O filme é isso. Satisfação, genialidade e puro brilhantismo. Dificilmente conseguimos tirar de nossa cabeça o personagem de Henry Fonda que, de branco, simboliza a paz com que chega para desmascarar ignorância e hipocrisia. Precisamos de mais jurados – e pessoas – como ele no mundo. E diretores como Lumet no cinema.</p>
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		<title>PI</title>
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		<pubDate>Fri, 30 May 2008 18:49:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blogcinemateque</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marcus Vinícius]]></category>

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		<description><![CDATA[9:13 horas, nota pessoal: quando eu era criança, minha mãe me disse para que não olhasse diretamente para o sol. Certa vez, quando eu tinha seis anos eu acabei fazendo. 12:45 horas: Eu reitero meus postulados.Um: a Matemática é o idioma da natureza. Dois: Tudo ao nosso redor pode ser representado e ser entendido através [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogcinemateque.wordpress.com&amp;blog=2673000&amp;post=78&amp;subd=blogcinemateque&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="border:0;margin:3px;" src="http://i268.photobucket.com/albums/jj30/Cinemateque/pi_arono.jpg" alt="" width="400" height="120" /></p>
<p><em>9:13 horas, nota pessoal: quando eu era criança, minha mãe me disse para que não olhasse diretamente para o sol. Certa vez, quando eu tinha seis anos eu acabei fazendo.</em></p>
<p><em>12:45 horas: Eu reitero meus postulados.Um: a Matemática é o idioma da natureza. Dois: Tudo ao nosso redor pode ser representado e ser entendido através dos números.</em></p>
<p>A história de Max Cohen (Sean Gullette), um gênio matemático que procura por um padrão de números na bolsa de valores é foco de “Pi”, estréia de Darren Aronofsky como diretor. Natural dos Estados Unidos, o filme lhe rendeu o prêmio de melhor diretor no festival de Sundance e também notoriedade, já que mais tarde viria a dirigir o espetacular Réquiem Para um Sonho.</p>
<p>Esse ato de encarar o sol causou seqüelas na saúde de Max, causando-lhe dores de cabeça e alucinações, amenizadas e controladas por medicamentos. Mas isso não o impede que siga com sua obsessão com números: ele estuda para achar um padrão no mercado de bolsa de valores usando o Pi, valor que começa no 3,14 e vai até o infinito. Mas não é apenas na bolsa que ele vê padrões matemáticos. Para Max, o mundo em si é feito desses padrões, desde uma espuma de café até a forma de uma colméia de abelhas.</p>
<p>Quanto mais a sua pesquisa se aprofunda, os ataques e as alucinações começam a ser mais fortes e recorrentes. Após um ‘tilt’, seu computador imprime uma seqüência de números e pifa logo a seguir, mas ele joga fora esse papel pensando ser apenas produto de uma falha, quando na realidade era o que procurava. Seu professor Robeson (Mark Margolies) avisa ao pupilo que a busca por essa resposta pode lhe prejudicar de alguma maneira, mas ele não acredita. Então ele começa a ser perseguido por uma empresa da bolsa, visando comprar seu trabalho, e por um grupo de judeus que acreditam que ele tenha achado nada menos que uma “senha”: um código de 216 palavras no Torá que seria o real nome de Deus.</p>
<p>Com um orçamento de 60 mil dólares, Darren mistura alucinações, números, surrealismo e religião para transformar “Pi” no grande filme que é. Sua fotografia em preto e branco dá uma espécie de lógica para o olhar matemático de Max pro mundo, o que dá até uma certa veracidade para a trama. Já na primeira obra o diretor usa, mesmo que meio tímido, o recurso chamado hip-hop montage (que seria utilizado exaustivamente em Réquiem para Um Sonho) que é uma seqüência de imagens muito rápida descrevendo um ato. Outro recurso usado é a snorricam, que é a câmera presa ao corpo do ator. Vale exaltar a enigmática e surreal seqüência no metrô, um dos ápices do filme, tanto para a trama quanto tecnicamente, e a trilha eletrônica de Clint Mansell, que dá o clima tenso ao filme.</p>
<p>Com um orçamento praticamente nulo, se comparado às grandes produções da época e de hoje em dia, mas com uma história mixando surrealismo e religião com um estilo arrojado de direção, Darren Aronofsky estréia no mundo do cinema com o pé direito, cheio de estilo e fazendo barulho. Mesmo que ele tenha apenas três filmes no currículo (três excelentes filmes, diga-se de passagem) Pi é considerado por muitos o melhor e é quase que obrigatório para todo cinéfilo que se preze.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/blogcinemateque.wordpress.com/78/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/blogcinemateque.wordpress.com/78/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/blogcinemateque.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/blogcinemateque.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/blogcinemateque.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/blogcinemateque.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/blogcinemateque.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/blogcinemateque.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/blogcinemateque.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/blogcinemateque.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/blogcinemateque.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/blogcinemateque.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/blogcinemateque.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/blogcinemateque.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/blogcinemateque.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/blogcinemateque.wordpress.com/78/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogcinemateque.wordpress.com&amp;blog=2673000&amp;post=78&amp;subd=blogcinemateque&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Donnie Darko</title>
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		<pubDate>Fri, 30 May 2008 18:41:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blogcinemateque</dc:creator>
				<category><![CDATA[Wally Soares]]></category>

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<p>O clima está pesado. A aura de mistério envolve enquanto uma câmera segue uma estrada até encontrar o adolescente Donnie Darko se levantando, no meio do nada. Acordando para o amanhecer de mais um dia comum em sua vida, e contemplando mais um de seus atos de loucura. Numa simples tomada, o diretor estreante Richard Kelly já nos mostrou excepcionalmente bem que esse simples adolescente é estranhamente único e sofre de alguma espécie de distúrbio. A música sobe e Donnie anda de bicicleta até sua casa, numa das muitas cenas memoráveis do filme. Fato: Kelly é um diretor incomum e original, que acredita não só no poder da música e do visual, mas consegue dizer rios sem ter que seus personagens abram a boca. Um dos elementos mais impressionantes em seu filme é o utilizo da música. A compilação de canções inesquecíveis dos anos 80 serve para ilustrar a época na qual o filme se passa e – muitas vezes – os sentimentos de seu personagem. Fora o fato de conduzir completa nostalgia e serem todas magníficas canções. Uma ferramenta essencial usada pelo diretor não só para fazer o espectador sentir mais a jornada, mas que se torna completamente importante no fluir da narrativa e na criação de estilo e autenticidade.</p>
<p>A obra, portanto, não se limita a isso. Complexo e sedutor, a jornada de Kelly (que também é roteirista) marca pela densidade e a competência com a qual ronda assuntos importantes, sejam eles familiares, morais, éticos ou sociais. Mas mais importante: psicológicos. Ao compor seu personagem maravilhosamente bem, nota-se uma clara submersão no drama psicológico, ao passo que os sentimentos se tornam mais importantes e essenciais para a compreensão da narrativa do que qualquer outro elemento. Darko se torna multidimensional e – mais importante – nós, espectadores, começamos a nos importar por ele. É óbvio, com isso, que o filme seja apoiado completamente no personagem e na sua visão do mundo. Ele tem seus sentimentos particulares e Kelly nos convida a interpretá-los, enquanto Darko se infiltra em uma alucinante história de sonhos, coelhos e viagem no tempo. O prazer de se assistir ao filme é único, graças a forma como ele flui, baseado no estilo original de Kelly e no elenco sempre competente, com destaque à um Jake Gyllenhaal ainda em início de carreira mas completamente admirável. Mas mais prazeroso ainda é tentar compreende-lo. Uma obra para poucos, o filme ronda o drama psicológico ao mesmo tempo em que o gênero da ficção, ao sermos envolvidos não só para dentro de sonhos, pensamentos e sentimentos, mas a uma trama que ousa tocar na complexidade da viagem no tempo, no seu fundamento em relação á realidade. Por isso, apesar de se encaixar no gênero da ficção, o filme de Kelly é realista. Ou seja, quando o céu inesperadamente se escurece, nuvens se tornam ameaçadora e começamos a finalmente entender e encaixar todos os elementos e enigmas que nos foram impostos, não parece que estamos em uma ficção. Acreditamos em tudo que vemos e, mais importante, no que sentimos. O clímax é emocionante e de arrepiar, forte, poderoso e fascinante, em todos os sentidos da palavra.</p>
<p>Primeiro, por causa da surpreendente forma com que Kelly finaliza seu filme, conseguindo com grande êxito não deixar nenhuma ponta solta. Segundo pela carga emocional. Ao som de “Mad World”, Kelly nos mostra todos os seus vários personagens no momento mais crucial da história. Somos tocados pela sensibilidade do cineasta, que investe tanto em seus personagens, e satisfeitos por ele nunca cair no lugar comum, no maniqueísmo e principalmente no desnecessário. Uma obra para muitas visitas, nada aqui é descartável. Por isso valorizo tanto a versão do diretor que, bem mais polida, é ainda visualmente e sonoramente muito mais sedutora, contém mais cenas, todas importantes para o desenvolvimento da trama. A compreensão é aberta, e as interpretações diversas. Teorias rolam soltas mas o sentimento é sempre o mesmo. Donnie Darko é simplesmente um daqueles filmes que toca, profundamente, deixando sua marca no espectador. Por isso é fácil entender o porquê de ser um fenômeno cult tão importante para o cinema e para os cinéfilos.</p>
<p>“Donnie Darko” é, também, um filme subestimado. Muitos se contentam a apenas assisti-lo. Poucos se dão ao trabalho e ao prazer de senti-lo e compreende-lo. Há muito mais do que os olhos vêem nesse filme, que quer falar sobre uma família disfuncional ao mesmo tempo em que realiza uma dura crítica à alienação da sociedade. No meio disso tudo, claras homenagens à força da música, completo domínio de estilo e elenco, além de uma extrema meticulosidade na narrativa, que maravilha, entretém e impressiona. Ora pela autenticidade e a originalidade, ora pelo brilhantismo e a genialidade. Cinema obrigatório, que aguça os sentidos, meche com sua cabeça e te faz pensar sobre os confins do universo, as surpresas que o destino nos reserva, e o quão manipulador e alienada nossa sociedade se torna, ao passo que pessoas param de sentir, se deixam levar pelo comum, pela rotina e pela mediocridade. Kelly demonstra, com isso, dominação completa de seu roteiro, em um exemplo claro do quanto é melhor quando um diretor adapta seu próprio trabalho.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/blogcinemateque.wordpress.com/77/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/blogcinemateque.wordpress.com/77/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/blogcinemateque.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/blogcinemateque.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/blogcinemateque.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/blogcinemateque.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/blogcinemateque.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/blogcinemateque.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/blogcinemateque.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/blogcinemateque.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/blogcinemateque.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/blogcinemateque.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/blogcinemateque.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/blogcinemateque.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/blogcinemateque.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/blogcinemateque.wordpress.com/77/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogcinemateque.wordpress.com&amp;blog=2673000&amp;post=77&amp;subd=blogcinemateque&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Tenha Fé</title>
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		<pubDate>Fri, 30 May 2008 18:37:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blogcinemateque</dc:creator>
				<category><![CDATA[Kamila Azevedo]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" style="border:0;margin:3px;" src="http://i268.photobucket.com/albums/jj30/Cinemateque/tenha.jpg" alt="" width="400" height="120" /></p>
<p>Quando decidiu fazer a sua estréia na direção de um longa-metragem, o ator Edward Norton se deparou com um roteiro de um velho amigo chamado Stuart Blumberg intitulado “Tenha Fé”. Acostumado a atuar em histórias densas, Norton ficou muito preocupado com o tom de comédia romântica da trama escrita pelo amigo e procurou o conselho de dois diretores com os quais trabalhou anteriormente: Milos Forman (em “O Povo Contra Larry Flynt”) e David Fincher (em “Clube da Luta’). Os dois foram unânimes em suas opiniões: Edward deveria aproveitar a oportunidade para aprender. O roteiro certo, eles disseram, viria depois.</p>
<p>“Tenha Fé” é uma comédia romântica leve e divertida que conta a história de dois amigos de infância, Jake Schram (Ben Stiller) e Brian Finn (Edward Norton). Eles estão prestes a reencontrar o terceiro vértice dessa amizade que vem desde os tempos de criança, a executiva Anna (Jenna Elfman). O reaparecimento dela transforma o relacionamento dos dois amigos num triângulo amoroso bastante improvável já que Jake é um rabino e Brian é um padre.</p>
<p>Quem conhece um pouco a trajetória pessoa e profissional de Edward Norton irá reconhecer em “Tenha Fé” vários simbolismos, como o fato da história se passar em Nova York (cidade que o ator/diretor ama e na qual vive até hoje) e a presença de Anne Bancroft como a mãe de Jake (afinal “A Primeira Noite de um Homem” é um dos filmes favoritos de Norton). No entanto, o ponto mais importante do filme é que “Tenha Fé” é uma obra surpreendente, na qual Edward mostra toda a sua versatilidade e a sua capacidade na cadeira de direção. Ele está pronto para projetos mais ambiciosos e a sua volta ao posto de diretor está até demorando demais para acontecer.</p>
<p style="text-align:center;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:8pt;font-family:Verdana;" lang="EN-US">Tenha Fé (Keeping the Faith, 2000)</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:8pt;font-family:Verdana;" lang="EN-US">Diretor: </span></strong><span style="font-size:8pt;font-family:Verdana;" lang="EN-US">Edward Norton</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:8pt;font-family:Verdana;" lang="EN-US">Roteirista: </span></strong><span style="font-size:8pt;font-family:Verdana;" lang="EN-US">Stuart Blumberg</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:8pt;font-family:Verdana;" lang="EN-US">Elenco: </span></strong><span style="font-size:8pt;font-family:Verdana;" lang="EN-US">Ben Stiller, Edward Norton, Jenna Elfman, Eli Wallach, Anne Bancroft</span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/blogcinemateque.wordpress.com/76/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/blogcinemateque.wordpress.com/76/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/blogcinemateque.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/blogcinemateque.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/blogcinemateque.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/blogcinemateque.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/blogcinemateque.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/blogcinemateque.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/blogcinemateque.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/blogcinemateque.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/blogcinemateque.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/blogcinemateque.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/blogcinemateque.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/blogcinemateque.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/blogcinemateque.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/blogcinemateque.wordpress.com/76/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogcinemateque.wordpress.com&amp;blog=2673000&amp;post=76&amp;subd=blogcinemateque&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Três em Um</title>
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		<pubDate>Fri, 30 May 2008 18:33:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blogcinemateque</dc:creator>
				<category><![CDATA[João Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Simplicidade. Esse é o início de qualquer diretor novato. Orçamentos limitadíssimos, amigos em alguns papéis, gêneros sem muitas exigências cinematográficas. Assim foi e sempre será o ponta-pé para um iniciante. Muitas vezes será este trabalho tão bem aceito para o público em geral. Irei fazer um pequeno resumo na estréia de Três diretores. 10 mil [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogcinemateque.wordpress.com&amp;blog=2673000&amp;post=75&amp;subd=blogcinemateque&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p>Simplicidade. Esse é o início de qualquer diretor novato. Orçamentos limitadíssimos, amigos em alguns papéis, gêneros sem muitas exigências cinematográficas. Assim foi e sempre será o ponta-pé para um iniciante. Muitas vezes será este trabalho tão bem aceito para o público em geral. Irei fazer um pequeno resumo na estréia de Três diretores.</p>
<p>10 mil dólares. Esse foi o valor do primeiro filme de Robert Rodriguez, El Mariachi. A história é bem simples e fácil de ser contada. Um mariachi andarilho que tenta sucesso nas pequenas cidades do México tem sua vida virada ao avesso depois de tombar com um perigoso assassino que tem numa maleta de violão, um pesado armamento e pega a maleta errada. E assim começa uma perseguição implacável de um cartel contra o simples mariachi.</p>
<p>O filme para muitos é o clássico da simplicidade, e mesmo com pouco dinheiro a criatividade do diretor falou mais alto. Com ótimas cenas de ação e ainda contando com um dos seus companheiros e amigos como protagonista e produtor, Carlos Gallardo. Com uma ótima repercussão da crítica, o diretor ganhou credibilidade, transformou o personagem em uma lenda onde cada filme que se passa, o exagero aumenta e que se tornou um tipo de diretor pão duro onde mesmo com pouco recurso, sendo boa praça e ter imaginação, se chega mais longe do que se imagina.</p>
<p>Quando um músico quer entrar na onda do cinema, muitas vezes pode ser uma boa ou uma verdadeira furada. Rob Zombie pode se encaixar no meio termo. O músico já tinha absorvido técnicas de direção quando ele sentava no batente para fazer os seus clipes. E muitas vezes, os clipes se tornavam homenagens aos clássicos dos anos 50,60 e 70. Até o nome da antiga banda do artista é uma homenagem a um filme de Bela Lugosi chamado White Zombie.</p>
<p>Mas vamos falar brevemente sobre o seu primeiro filme: A Casa dos Mil Corpos. Pegue todos os clichês de filme de horror comuns como quatro jovens viajando de carro, dar carona a estranhos, pneu furar e por ai vai. Pode se dizer que o filme é uma “homenagem” a fonte de inspiração ao diretor. A vantagem do filme é o não compromisso com o que pode dizer coerente e dá espaço a loucura, violência gráfica e a edição frenética e viajada. Porém como nem tudo são flores, alguns fãs do gênero consideram o filme um ultraje e que o cineasta melhorou em sua seqüência, Rejeitados Pelo Diabo. Mas neste olhar de cinéfilo, foi ao contrario, Rejeitados não é um grande filme de horror, depois Zombie errou a mão no trailer falso de Grindhouse, Werewolf Women In The SS que ainda contou no elenco Nicolas Cage, entretanto fiquei com a esperança de que ele possa ser um bom nome do horror com o remake de Halloween, apesar de precipitado. Mais sorte e mais pé no chão Zombie.</p>
<p>E por último, Chan Wook Park com o drama de guerra Joint Security Area, ou se preferir, Zona de Risco. O filme é o começo de uma carreira muito elogiada onde a cada filme é esperado com entusiasmo. A história se passa na fronteira desmilitarizada coreana que divide os dois paises. Dois soldados norte coreanos são assassinados e dois soldados, um sul e um norte(Byung-hun Lee e Kang-ho Song), ambos feridos. Para resolver esse terrível impasse, a Comissão de Segurança das Nações Neutras é designada para resolver esse caso. A encarregada desse terrível fardo é a Major Sophie Jean(Lee Yeong Ae), filha de coreano, mas que nasceu na Suíça. Os sobreviventes têm diferentes versões sobre aquela noite e ambos cheio de falhas. Agora só a Major Jean para tentar não saber quem é o culpado, mas saber a verdade daquela terrível noite.</p>
<p>O filme também é uma introdução, mesmo que pequena, sobre a história da separação dos dois paises e a tão falada Zona de Risco que é uma área neutra que fica entre os dois paises. Infelizmente o diretor não pode filmar no lugar original, mas o trabalho de recriação é sublime. E com o sucesso do filme (que não foi pouco) ele teve confiança que precisava e fez Senhor Vingança, depois, todo mundo sabe.</p>
<p>Uma mistura sábia de suspense e drama com belos toques de sensibilidade e brutalidade. Um filme que abriu portas para os atores principais e principalmente para o diretor que mostrou por que veio já nesse filme e nas suas obras conseqüentes. Uma obra-prima que passou despercebido para o publico brasileiro que ainda não coloca na cabeça que Oldboy não é o único filme do diretor. Infelizmente o filme poderá ganhar o seu remake americano e espero que isso nunca aconteça.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/blogcinemateque.wordpress.com/75/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/blogcinemateque.wordpress.com/75/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/blogcinemateque.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/blogcinemateque.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/blogcinemateque.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/blogcinemateque.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/blogcinemateque.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/blogcinemateque.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/blogcinemateque.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/blogcinemateque.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/blogcinemateque.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/blogcinemateque.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/blogcinemateque.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/blogcinemateque.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/blogcinemateque.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/blogcinemateque.wordpress.com/75/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogcinemateque.wordpress.com&amp;blog=2673000&amp;post=75&amp;subd=blogcinemateque&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Dos quadrinhos para as Telonas</title>
		<link>http://blogcinemateque.wordpress.com/2008/04/19/dos-tuadrinhos-para-as-telonas/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Apr 2008 18:17:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blogcinemateque</dc:creator>
				<category><![CDATA[Luciano Lima]]></category>

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		<description><![CDATA[Até onde adaptações precisam ser fiéis? O que é relevante numa história inspirada? É realmente importante que nós, como meros expectadores em busca de entretenimento, sejamos obrigados a conhecer a fonte de inspiração de roteiristas e diretores para sentirmos uma experiência plena Há muito mais por trás de uma adaptação do que a simples transferência. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogcinemateque.wordpress.com&amp;blog=2673000&amp;post=74&amp;subd=blogcinemateque&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p>Até onde adaptações precisam ser fiéis? O que é relevante numa história inspirada? É realmente importante que nós, como meros expectadores em busca de entretenimento, sejamos obrigados a conhecer a fonte de inspiração de roteiristas e diretores para sentirmos uma experiência plena</p>
<p>Há muito mais por trás de uma adaptação do que a simples transferência. Às vezes é até mesmo necessária uma alteração para que a trama se adapte corretamente ao outro tipo de mídia que pretende atingir. Agrade ou não aos fãs, o que importa é parecer convincente.</p>
<p>Em tantos anos de cinema os números de adaptações são incontáveis. Nos dias de hoje torna-se ainda mais comum o uso histórias contadas através de outras mídias na tentativa de trazer mais pessoas para as salas de projeção, além de introduzir novas pessoas às histórias as quais não tiveram acesso, reforçando assim o lucro em outras áreas.</p>
<p>Uma mídia bastante explorada nos dias de hoje para a criação de superproduções são as histórias em quadrinhos. Um dos filmes mais caros da história do cinema, Homem-Aranha 3, é um ótimo exemplo de como filmes nesse padrão conseguem atingir níveis elevados nas apostas de produtores e distribuidoras. Mas por que Homem-Aranha, Superman, X-Men e Batman (aqui me refiro aos filmes de Burton e Nolan) tornaram-se filmes tão lucrativos? A resposta é simples: Aqueles por trás de cada uma dessas produções tinham em mente mais do que uma simples transferência.</p>
<p>Richard Donner, diretor de Superman (1978), ajudou a abrir caminho da melhor maneira possível. A valorização do ser humano que existia no Homem-de-Aço, através do relacionamento com Lois Lane e do amor que sentia pela raça que o acolheu, foi o bastante para que muitos fãs e leigos tivessem a mesma opinião positiva sobre o longa. É possível, apenas com o filme de Donner, ter uma pista sobre o que aproxima o público de uma produção baseada num super-herói ou em alguma história contada em quadros. Seja qual for o personagem há sempre a possibilidade, por menor que seja, de trazer este para perto daqueles que acompanham sua trajetória, possibilitando algum tipo de identificação. Essa “cumplicidade” só é obtida quando são deixadas de lado todas as artificialidades que insistem em se mostrar mais apelativas na tela que no papel.</p>
<p>Para não ir muito longe, O Motoqueiro Fantasma é um bom exemplo do que um roteiro mecânico e sem criatividade consegue fazer com uma trama de base até interessante. Na mesma linha, Demolidor consegue atingir níveis ainda mais elevados de qualidade que Motoqueiro Fantasma apenas por possuir uma trama menos apelativa e elenco (leia Colin Farrell) ciente do que está acontecendo. O elenco, aliás, é um bom ponto. Reparem na criatividade com a qual Bullseye (Farrell) foi concebido e percebam como Black Heart (interpretado por Wes Bentley) é extremamente caricato. O distanciamento do próprio ator com o personagem que cria é inevitavelmente percebido pelo expectador, como no caso de Ben Afleck (Demolidor) ou Nicolas Cage (Motoqueiro Fantasma). Há também aqueles que, por motivos inexplicáveis, modificam boa parte da essência contida na fonte e criam outra história. É o caso d’O Justiceiro. O fato de ser inspirado não quer dizer que a personalidade do protagonista precisa ser modificada. O filme poderia se chamar qualquer outra coisa e sair ileso de críticas dos fãs de Frank Castle (Justiceiro), além de se sair como um filme de ação mediano.</p>
<p>A quantidade também se torna um grande problema quando o assunto é vilão ou elenco de apoio. A adaptação mais ridícula da década de 1990 (e dos dias de hoje também), Batman e Robin, prova que, sem preparo, quantidade é um risco mais que desnecessário numa trama. Mas não é apenas de excesso no elenco que B&amp;R serve como exemplo. Um filme baseado em elenco famoso, beldades, efeitos e piadinhas infames é uma aula de como fracassar numa produção cinematográfica.</p>
<p>A saga de Batman ainda favorece uma ótima comparação. O que Burton e Nolan fizeram que Joel Schumacher não conseguiu? Vamos por partes. As personalidades são a chave de qualquer trama. Enquanto Burton aproveita as situações para fazer o público se interessar pelos vilões (o memorável Coringa criado por Jack Nicholson, Denny DeVitto e seu sensivelmente grotesco Pingüim e a sensual Mulher Gato de Michelle Pfeiffer) e Nolan consegue êxito em aprofundar-se nos traumas de Wayne, Schumacher torna o protagonista fútil e desperdiça ótimos vilões e atores em tramas limitadas.</p>
<p>Até mesmo na direção de arte há diferenças gritantes de qualidade. A Gotham de Burton é um cenário perturbado, o lar perfeito para os inimigos de Batman ao mesmo tempo que abriga com maestria o cavaleiro das trevas. Nolan prefere aproximar Gotham de uma metrópole convencional, sucateada pela marginalidade e mórbida em essência. Já Schumacher&#8230; Uma Grande Boate Psicodélica, esta é a melhor definição do que o diretor fez a cidade do Homem-Morcego com todos aqueles néons e dançarinos contratados como figurantes.</p>
<p>Repare que não há necessidade de fazer comparações entre as revistas. É algo de bom senso. Se farei um filme sobre um homem perturbado por presenciar a morte dos pais quando criança, que se veste de morcego para combater o crime enfrentando inimigos doentios, quais são as escolhas que farei para tornar esse meu personagem mais próximo de algo real?</p>
<p>E é esta proximidade que Raimi, com Homem-Aranha, e Singer, com X-Men, usam como principal atrativo para uma massa sedenta por diversos tipos de entretenimento numa só produção. Conflitos pessoais, efeitos, pancadaria… enfim. Tudo aquilo que um blockbuster é e mais um pouco. Singer praticamente ressuscitou o gênero quando lançou X-Men. Mais que uma produção sobre jovens mutantes, o filme do diretor de Os Suspeitos usou fantasia para levar a tona a afirmação de que preconceito é nada mais que o medo mórbido do diferente. Mas foi Raimi quem conseguiu criar a melhor obra de adaptações de quadrinho.</p>
<p>Peter Parker já era símbolo de muitos nerds quando habitava apenas os quadros de uma revista. Sam Raimi, diretor do fantásticos Evil Dead 1, 2 e 3 (sendo o segundo o melhor filme trash que já vi), tinha a missão de transformar o garoto com poderes de aranha num filme que desse lucro. Peter é um adolescente comum e os poderes que ganha só trazem ainda mais problemas. A própria história criada por Stan Lee proporciona uma aproximação maior com uma massa generalizada de jovens entre 13 e 25 anos, afinal quem nessa idade nunca passou por problemas? Seja com o próprio corpo ou com as pessoas que convivem com você. É uma pena que Raimi tenha cedido aos empresários e fãs insistentes criando um final muito abaixo das expectativas criadas pelos roteiros anteriores, afastando o público da identificação que existia nos primeiros longas.</p>
<p>É tudo uma questão de essência. Lembrando que não comentei sobre filmes que se baseiam em quadrinhos que mais se aproximam da realidade como os ótimos Marcas da Violência, Do Inferno e Ghost World, mas a idéia é a mesma: capturar as idéias e adaptá-las. Parece simples, mas, definitivamente, não é.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/blogcinemateque.wordpress.com/74/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/blogcinemateque.wordpress.com/74/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/blogcinemateque.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/blogcinemateque.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/blogcinemateque.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/blogcinemateque.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/blogcinemateque.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/blogcinemateque.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/blogcinemateque.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/blogcinemateque.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/blogcinemateque.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/blogcinemateque.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/blogcinemateque.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/blogcinemateque.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/blogcinemateque.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/blogcinemateque.wordpress.com/74/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogcinemateque.wordpress.com&amp;blog=2673000&amp;post=74&amp;subd=blogcinemateque&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Pecados Íntimos</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Apr 2008 17:50:33 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Matheus Pannebecker]]></category>

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		<description><![CDATA[Os maiores dramas não são aqueles épicos grandiosos ou tramas com grandes desgraças; são aqueles onde os problemas da vida cotidiana são retratados com um teor dramático intenso, levando os personagens a extremos para resolver cada problema emocional que está pendente em suas vidas. O escritor Tom Perrotta sabe captar muito bem toda essa contundente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogcinemateque.wordpress.com&amp;blog=2673000&amp;post=73&amp;subd=blogcinemateque&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p>Os maiores dramas não são aqueles épicos grandiosos ou tramas com grandes desgraças; são aqueles onde os problemas da vida cotidiana são retratados com um teor dramático intenso, levando os personagens a extremos para resolver cada problema emocional que está pendente em suas vidas. O escritor Tom Perrotta sabe captar muito bem toda essa contundente áurea que atinge tantas pessoas entre quatro paredes. Visando trabalhar essa interessante temática, ele resolveu escrever Little Children (Criancinhas, tradução perfeita e literal da obra) que narra a história de diversos núcleos, onde cada personagem é cercado de angústias e necessidades emocionais. Uma entediada Sarah situa-se numa pracinha onde cuida de sua filha que está brincando com outras crianças. Conseqüentemente, ela é obrigada a conviver com as outras mães; que na visão de Sarah não passam de pessoas superficiais e bobas. Parte do tédio dela se deve à total ausência do marido Richard, que passa o dia trabalhando e está envolto em fantasias sexuais com uma mulher da internet. Nesse mesmo ambiente de Sarah somos introduzidos a uma figura muito semelhante, só que do sexo masculino. Todd é o pai que cuida de seu filho enquanto a mulher Kathy produz documentários para sustentar a família. Desempregado e prestes a tentar novamente o teste para se tornar advogado, ele acaba por conhecer Sarah. Um acontecimento que acarretará em um romance proibido e com conseqüências psicológicas para ambos. Ainda nessa vizinhança chega Ronnie, um pedófilo que acaba de sair da prisão e que é atormentado por seus vizinhos pelo crime que cometeu.</p>
<p>Com esses personagens que à primeira vista podem parecer bem comuns, Perrotta cria uma obra totalmente subjetiva, apoiando-se completamente nos conflitos internos de cada história para criar a dramaticide da trama. No entanto, é no principal paralelo do livro que reside a força de Criancinhas. Quem é criança? Quem é adulto? A narrativa consegue perfeitamente espelhar a áurea infantil de cada personagem nos adultos e mostrar que, bem no fundo, alguns deles não passam de simples crianças &#8211; com inúmeras carências afetivas, frustrações não resolvidas, negações não aceitas e até mesmo algumas birras desnecessárias. Tudo muito bem linear e conduzido pelas entrelinhas, exigindo do leitor uma leitura mais compenetrada e atenta para compreender cada detalhe dramático.</p>
<p>Foi o próprio autor Tom Perrotta, junto com o diretor Todd Field, que fez a transposição do livro para as telas. Posso, com a maior certeza, afirmar que o trabalho de Todd Field e Tom Perrotta é um dos mais brilhantes da década nesse quesito, pois a adaptação que os dois realizaram é milimetricamente fiel ao texto do livro. Sem falar, é claro, que conseguiram dar alma própria ao filme &#8211; nunca se apegando demais ao estilo literário e sempre deixando a linguagem cinematográfica presente. Poucas coisas foram alteradas na história e praticamente tudo funciona perfeitamente em ambas as obras. A escolha do elenco é outro fator que fez com que Pecados Íntimos (título brasileiro horrível para o filme, diga-se de passagem). Kate Winslet (indicada ao Oscar) e Patrick Wilson fizeram um trabalho impecável ao darem para os personagens aquela sensação de pessoas comuns &#8211; ou seja, é muito fácil se identificar com as atitudes e sentimentos dele. Mas quem se destaca mais é Jackie Earle Haley como o perturbado Ronnie, em desempenho impressionante. Enfim, a adaptação da obra resultou um filme brilhante, que completa à obra de Tom Perrotta. Se você gostou do livro, gostará do filme. E vice-e-versa.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/blogcinemateque.wordpress.com/73/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/blogcinemateque.wordpress.com/73/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/blogcinemateque.wordpress.com/73/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/blogcinemateque.wordpress.com/73/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/blogcinemateque.wordpress.com/73/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/blogcinemateque.wordpress.com/73/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/blogcinemateque.wordpress.com/73/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/blogcinemateque.wordpress.com/73/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/blogcinemateque.wordpress.com/73/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/blogcinemateque.wordpress.com/73/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/blogcinemateque.wordpress.com/73/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/blogcinemateque.wordpress.com/73/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/blogcinemateque.wordpress.com/73/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/blogcinemateque.wordpress.com/73/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/blogcinemateque.wordpress.com/73/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/blogcinemateque.wordpress.com/73/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogcinemateque.wordpress.com&amp;blog=2673000&amp;post=73&amp;subd=blogcinemateque&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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